Livros de bolso

Livros para pensar em fotografia

Fotografar é olhar, pensar e escrever com a luz. Para que eles que não gostam de refletir sobre fotografia, e são apenas apertadores de botões, vai aí uma dica. Pensar de forma prática, aspectos como, tempo de exposição, ISO, distância focal, enquandramentos e planos, e ser o centro das atenções, pode até render bons retratos, boas capturas de imagem, mas nunca será uma construção narrativa, será sempre a mera técnica de congelamento dos instantes. Penso que a fotografia é muito mais do que isso, daí a importância de refletir em um ato fotográfico. Participar de exposições, ler sempre e ter grandes teóricos como “conselheiros” são algumas das formas de refletir para a produção de uma boa imagem, isso ajuda bastante a construir seu próprio estlio de escrever com a luz, seja em preto em branco ou em color. Há uma série de livros que podem ajudar nesse processo e uma boa pedida para encontrar esses autores (com preço bem acessível) é o sebo virtual www.estantevirtual.com.br, além da Livraria Cultura (o preço é mais salgado, mas você encontra quase tudo) www.livrariacultura.com.br

Algumas dicas de livros:

Notícias, variedades, retratos, esportes, técnica fotográfica, entrevistas, ética, história do jornal diário e fotorreportagem. Esses são apenas alguns dos assuntos apontados na sexta 6ª edição do livro  “Fotojornalismo: uma abordagem profissional”, do norte americano Kenneth Kobré. A edição, publicada em 2011 pela editora Elsevier do Rio de Janeiro, traz também materiais inéditos, como um capítulo sobre multimídia, que apresenta aos fotógrafos uma nova fronteira – a do uso das chamadas novas tecnologias – em que mostra a captura de som e vídeo para web e TV; O autor aborda, ainda, a produção de vídeo, apresenta e discute técnicas e ferramentas para filmes e narração em vídeo. Kobré  não deixa de lado os aspectos essenciais de um livro sobre fotografia e fala de equipamentos fotográficos, desde o uso de um flash à uma bolsa para levar equipamentos fotográficos. A obra, com mais de 500 páginas, editada em tamanho 21×28 cm, em papel de qualidade para valorizar as fotografias, está dividida em 18 capítulos, mais uma seção especial intitulada “Câmera escura digital”.

Fotojornalismo.ai

A obra ‘A fotografia moderna no Brasil’, resultado de pesquisa de Helouise Costa e Renato Rodrigues da Silva, cumpre o duplo desafio de recuperar a memória de um momento fértil de nossa história da fotografia, e ao mesmo tempo, trazer de novo à baila, discussões essenciais sobre a natureza mais profunda dessa forma de expressão imagética.


“O novo manual de fotografia – Guia completo para todos os formatos”, de John Hedgecoe. É um manual rico em detalhes onde o autor fala sobre câmeras fotográficas, mercado fotográfico, e aborda desde da parte técnica da câmera a té produção e e pós-produção da fotografia. O livro é um produto da Editora Senac (2006), 416 páginas. Visualize uma parte do livro aqui.

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Jorge Pedro Sousa

O fotojornalismo é uma atividade singular que usa a fotografia como um veículo de observação, informação, análise e de opinião sobre a vida humana e suas conseqüências. A fotografia jornalística mostra, revela, expõe, denuncia, opina. Da informação e credibilidade a informação textual. Pode ser usada em vários suportes, desde os jornais e revistas, as exposições e aos boletins de empresa. O domínio das linguagens, técnicas e equipamentos fotojornalísticos e, assim, mais-valia para qualquer profissional da comunicação. Este livro e, em conseqüência, dedicado a todos aqueles que desejam compreender e dominar os princípios básicos do fotojornalismo, profissão que há mais de um século tem fornecido à humanidade a capacidade de se rever a si mesma e de contemplar representações do mundo através de imagens chocantes, irônicas, denunciantes, empáticas ou simplesmente informativas. Em especial, e dedicado aos estudantes de jornalismo e comunicação, pois entre eles estão os jornalistas e fotojornalistas de amanhã. Jorge Pedro Sousa, já conhecido entre nós pelo clássico Uma história crítica do fotojornalismo ocidental, volta ao assunto com o mesmo rigor, objetividade e conhecimento que o transformaram num dos mais profícuos pensadores da teoria da comunicação em língua portuguesa.

A publicação explora uma história crítica do fotojornalismo ocidental, além de cobrir uma lacuna editorial, há tempos o fotojornalismo carecia de uma história como a que o autor se propôs a escrever. A obra encara a fotografia jornalística como artefato de gênese pessoal, social, cultural, ideológica e tecnológica. O livro estruturado em função de momentos determinantes para a evolução da atividade, e que o autor chama de revoluções atravessa a própria história da fotografia. O autor faz questão, ainda, por tratar sempre de sua visão pessoal, e por isso uma história crítica. Ele explica inclusive as diferenças entre o fotojornalista e o fotodocumentarista. Jorge Pedro Sousa escreveu um livro fundamental para todos aqueles, jornalistas ou não, historiadores ou não, fotógrafos ou não, que desejam conhecer a trajetória deste ato quase insólito de registrar o que chamam de realidade.

Walter Benjamin

Obras Escolhidas de WB estão publicadas em três volumes. No primeiro, Benjamim fala da fotografia no ensaio intitulado “A Pequena História da Fotografia(1931)” e de outro tipo de imagem – o cinema – em “A Obra da Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica (1935 e 36)”. Nos dois textos Benjamin fala da invenção da fotografia e do cinema, maneiras técnicas de produzir imagens de formas rápidas e de se reproduzir mecanimente. E como essas inúmeras cópias retiram a “aura”da obra de arte.

Henri Cartier-Bresson

Nesse livro “O imaginário segundo a natureza”, o fotógrafo francês Bresson fala de suas viagens para Cuba, China e a antiga União Soviética e sua forma de fotografar. Bresson foi um dos pioneiros a descobrir a rapidez e pontencial das câmeras compactas de 35mm, como a Leica, em 1924. Seu estilo estava gravado em suas palavras que o faz vivo até os dias de hoje, quando ele dizia que o fotógrafo deveria ficar atento no “instante decisivo” ao capturar alguma imagem. E também que “Fotografar é pôr na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração”.

Susan Sontag

Publicada no Brasil em 1983, a coletânea “Sobre a fotografia” traz a abordagem da autora sobre o universo da fotografia, abordagem complexa, sugestiva, instigante. Como ela mesma diz: “Um ensaio engendrava outro, e este, ainda um outro e assim sucessivamente… ensaios a espeito do significado e da evolução das fotos”.

Phillipe Dubois

É uma execelente referência no estudo da imagem fotográfica e de suas implicações socio-culturais. “O ato fotográfico” foi publicado em 1983. O ensaio comenta o debate teórico travado na França, relacionado com a obra do norte-americano Charles S. Peirce.

Roland Barthes

Um livro que demonstra a ligação afetiva do autor com a fotografia. Câmara Clara nasceu sob a inspiração de um retrato de sua mãe, com a chegada de sua morte. Barthes estabelece uma relação da fotografia com a memória, abordando o poder mágico de ligar aquilo que ela representa.

Boris Kossoy

Essa trilogia do professor da Universidade de São Paulo, traz uma contribuição fundamental na definição de uma imagem fotográfica. Seus pensamentos são conhecidos como: “Fotografia e História”, de (1988), “Realidades e Ficções na Trama fotográfica”, de (1999) e “Os Tempos da Fotografia: o efêmero e o perpétuo”, de (2007)”. Kossoy, em 1988, analisa o valor documental da fotografia como informação historiográfica. O autor propõe uma metodologia para a pesquisa e análise deste suporte. Em 99, conforme Kossoy, a imagem fotográfica contém em si realidades e ficções. Refletindo sobre os mecanismos mentais que regem a construção da representação, do signo (produção) e a construção da interpretação (recepção), o autor chama a atenção para uma característica encoberta, nebulosa, inerente da imagem fotográfica (pré e pós-materialização documental) que é o processo de construção de realidades – e portanto de ficções – que ela permite, e que se estriba em sua ambígua e definitiva condição de documento/representação. Um processo que é desvendado de forma didática e que contribui para a percepção dos fundamentos estéticos próprios da fotografia. Em 2007, o professor completa a série, abordando a desmontagem da informação. O autor retoma questões abordadas nos livros anteriores, como a reconstituição do processo que deu origem ao documento fotográfico, com o objetivo de determinar a “ocorrência do fato e a gênese do documento”. O efêmero e o perpétuo estão na base de suas reflexões sobre imagem e memória. Um constante exercício de rebatimento entre a representação e o fato, o aparente e o oculto, o documento e a memória. Reflexões instigantes que vêm, certamente, contribuir para o debate sobre a fotografia.


Jacques Aumont

Professor e pesquisador na Universidade de Partis III, lançou “A Imagem” em 1990. Este livro, da coleção Ofício de Arte e Forma da Papirus Editora, discute a questão da imagem em cinco capítulos, tratando: do “olho”; do espectador; do dispositivo; da própria imagem; e de arte.

A Parte do Olho discute questões biológicas, químicas e físicas envolvidas na visão, mas não somente no olho. Qual o caminho que os estímulos visuais percorrem até a mente, por exemplo. Movimento real, movimento aparente e a tal falácia, ainda confusa, sobre a persistência na retina.

A Parte do Espectador trata de questões psicológicas e cognitivas. Primeiro, intenções por trás da produção e visualização das imagens. Em seguida, ilusão representativa. O capítulo é fechado com aproximação com psicanálise.

O terceiro capítulo, A Parte do Dispositivo, é interessantíssimo. Começa com a dimensão espacial do dispositivo, tratando do espaço plástico x espaço do espectador, depois trata da moldura e por fim de enquadramento e ponto de vista. A parte seguinte fala da dimensão temporal, imagem no tempo x tempo na imagem e a imagem temporalizada: imagem fílmica etc. Finalizando o capítulo, compara a impressão com a projeção e questões ideológicas envolvidas no dispositivo.

A Parte da Imagem discorre sobre a imagem “propriamente dita”. Os sub-items tratam de: analogia; representação do espaço; representação do tempo; significação da imagem.

Fonte: Imagem, papel e fúria.

Em A Parte da Arte, três modos de se tomar a imagem. Depois de discutida a questão do realismo no capítulo anterior, a imagem abstrata. Em seguida, expressão e estilo. Por fim, antes de concluir o livro, imagem, arte e aura.

4 comentários sobre “Livros de bolso

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