Livros de bolso

Livros para pensar em fotografia

Fotografar é olhar, pensar e escrever com a luz. Para que eles que não gostam de refletir sobre fotografia, e são apenas apertadores de botões, vai aí uma dica. Pensar de forma prática, aspectos como, tempo de exposição, ISO, distância focal, enquandramentos e planos, e ser o centro das atenções, pode até render bons retratos, boas capturas de imagem, mas nunca será uma construção narrativa, será sempre a mera técnica de congelamento dos instantes. Penso que a fotografia é muito mais do que isso, daí a importância de refletir em um ato fotográfico. Participar de exposições, ler sempre e ter grandes teóricos como “conselheiros” são algumas das formas de refletir para a produção de uma boa imagem, isso ajuda bastante a construir seu próprio estlio de escrever com a luz, seja em preto em branco ou em color. Há uma série de livros que podem ajudar nesse processo e uma boa pedida para encontrar esses autores (com preço bem acessível) é o sebo virtual www.estantevirtual.com.br, além da Livraria Cultura (o preço é mais salgado, mas você encontra quase tudo) www.livrariacultura.com.br

Seguem aqui algumas dicas de livros:

“O novo manual de fotografia – Guia completo para todos os formatos”, de John Hedgecoe. É um manual rico em detalhes onde o autor fala sobre câmeras fotográficas, mercado fotográfico, e aborda desde da parte técnica da câmera a té produção e e pós-produção da fotografia. O livro é um produto da Editora Senac (2006), 416 páginas. Visualize uma parte do livro aqui.

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Walter Benjamin

Obras Escolhidas de WB estão publicadas em três volumes. No primeiro, Benjamim fala da fotografia no ensaio intitulado “A Pequena História da Fotografia(1931)” e de outro tipo de imagem – o cinema – em “A Obra da Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica (1935 e 36)”. Nos dois textos Benjamin fala da invenção da fotografia e do cinema, maneiras técnicas de produzir imagens de formas rápidas e de se reproduzir mecanimente. E como essas inúmeras cópias retiram a “aura”da obra de arte.

Henri Cartier-Bresson

Nesse livro “O imaginário segundo a natureza”, o fotógrafo francês Bresson fala de suas viagens para Cuba, China e a antiga União Soviética e sua forma de fotografar. Bresson foi um dos pioneiros a descobrir a rapidez e pontencial das câmeras compactas de 35mm, como a Leica, em 1924. Seu estilo estava gravado em suas palavras que o faz vivo até os dias de hoje, quando ele dizia que o fotógrafo deveria ficar atento no “instante decisivo” ao capturar alguma imagem. E também que “Fotografar é pôr na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração”.

Susan Sontag

Publicada no Brasil em 1983, a coletânea “Sobre a fotografia” traz a abordagem da autora sobre o universo da fotografia, abordagem complexa, sugestiva, instigante. Como ela mesma diz: “Um ensaio engendrava outro, e este, ainda um outro e assim sucessivamente… ensaios a espeito do significado e da evolução das fotos”.

Phillipe Dubois

É uma execelente referência no estudo da imagem fotográfica e de suas implicações socio-culturais. “O ato fotográfico” foi publicado em 1983. O ensaio comenta o debate teórico travado na França, relacionado com a obra do norte-americano Charles S. Peirce.

Roland Barthes

Um livro que demonstra a ligação afetiva do autor com a fotografia. Câmara Clara nasceu sob a inspiração de um retrato de sua mãe, com a chegada de sua morte. Barthes estabelece uma relação da fotografia com a memória, abordando o poder mágico de ligar aquilo que ela representa.

Boris Kossoy

Essa trilogia do professor da Universidade de São Paulo, traz uma contribuição fundamental na definição de uma imagem fotográfica. Seus pensamentos são conhecidos como: “Fotografia e História”, de (1988), “Realidades e Ficções na Trama fotográfica”, de (1999) e “Os Tempos da Fotografia: o efêmero e o perpétuo”, de (2007)”. Kossoy, em 1988, analisa o valor documental da fotografia como informação historiográfica. O autor propõe uma metodologia para a pesquisa e análise deste suporte. Em 99, conforme Kossoy, a imagem fotográfica contém em si realidades e ficções. Refletindo sobre os mecanismos mentais que regem a construção da representação, do signo (produção) e a construção da interpretação (recepção), o autor chama a atenção para uma característica encoberta, nebulosa, inerente da imagem fotográfica (pré e pós-materialização documental) que é o processo de construção de realidades – e portanto de ficções – que ela permite, e que se estriba em sua ambígua e definitiva condição de documento/representação. Um processo que é desvendado de forma didática e que contribui para a percepção dos fundamentos estéticos próprios da fotografia. Em 2007, o professor completa a série, abordando a desmontagem da informação. O autor retoma questões abordadas nos livros anteriores, como a reconstituição do processo que deu origem ao documento fotográfico, com o objetivo de determinar a “ocorrência do fato e a gênese do documento”. O efêmero e o perpétuo estão na base de suas reflexões sobre imagem e memória. Um constante exercício de rebatimento entre a representação e o fato, o aparente e o oculto, o documento e a memória. Reflexões instigantes que vêm, certamente, contribuir para o debate sobre a fotografia.



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